Conheça minha trajetória e realizações
Atual Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Goiás
Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Goiás em 1994
Residência Médica em Cirurgia Geral e Cirurgia Gastroenterológica no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo – SP, de 1995 a 1999
Residência médica em cirurgia plástica pela Universidade Federal de Goiás de 2001 a 2003
Aprovada na prova de Título de Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica da Associação Médica Brasileira em 2003
Aprovada na prova de ascensão a Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica em 2013
Membro da American Society of Plastic Surgeons desde 2013
Desde que nasci sabia que seria médica. Isso estava no meu sangue, e nunca descobri o porquê. Quando era criança, minhas brincadeiras favoritas eram de cuidar das minhas bonecas, mas nunca trocando suas roupas; gostava de colocar o termômetro nelas e ver se estavam bem de saúde.
Já um pouco mais crescida, fiquei fascinada num dia de escola quando mostraram uma experiência de um sapinho morto com o peito aberto e o coração ainda batendo… Aquilo pra mim foi lindo e naquele dia eu decidi que seria cardiologista. Mas meu amor maior ainda estava por vir: a cirurgia. A primeira cirurgia que realizei, e quantos anos faz, foi aos oito anos de idade quando meu coelhinho de estimação morreu; eu me diverti arrancando o couro dele: aquilo pra mim foi o máximo.
Meus caminhos em direção à Faculdade sempre fluíram bem e fui aprovada no vestibular de Medicina aos 16 anos de idade, quando minha paixão juvenil foi se moldando ao longo do curso, em que cada disciplina me interessava e eu crescia a cada dia. Ainda cursava o segundo ano quando um amigo da família, cirurgião cardíaco, me permitiu assistir uma cirurgia sua:
“naquele dia, ao ver o coração sendo parado e depois voltando a bater, decidi que seria cirurgiã cardíaca.”
Mas meus caminhos me levaram à uma outra especialidade que me encantou ainda mais: a Cirurgia do Aparelho Digestivo. Aconteceu quando eu passei a frequentar voluntariamente as noites de plantão no Hospital das Clínicas onde eu fazia faculdade e conheci um cirurgião bastante competente e trabalhador: ele foi minha inspiração de vida. Num dia de dúvida sobre qual caminho eu trilharia, ele assim me falou:
“Raquel, você tem o espírito do cirurgião. Você pode até fazer alguma outra
coisa mais fácil, mas isso vai te deixar enormemente frustrada. Não tenha medo,
vá em frente!”
Aquelas palavras, ouvidas numa madrugada do meu terceiro ano de faculdade,
ecoam na minha mente até hoje.
Essa é uma história curiosa, pois eu jamais me interessei por ela e amava cada pedacinho de intestino e fígado que operava. Entretanto, depois de finalizar minha primeira residência médica de cinco anos em Cirurgia do Aparelho Digestivo, comecei a atuar profissionalmente e minha realidade era ser uma mulher jovem e desacreditada, e ninguém tinha confiança de se operar comigo, algo que me deixou enormemente desmotivada. Ora, eu tinha competência para executar cirurgias complexas de esôfago, fígado e pâncreas, mas tudo que me restava eram cirurgias de apêndice e hérnias, quase sempre bastante simples.
Aquilo para mim era um absurdo. Foi então que alguns amigos e colegas, que conheciam a fundo meu espírito, começaram a falar que eu tinha cara de Cirurgiã Plástica, pura e simplesmente pelo fato de gostar de me cuidar e me apresentar sempre bem arrumada.
Meio a contragosto, decidi prestar a prova de Residência Médica. E quis o destino, pródigo em nos pregar peças e impor sua vontade, que eu fosse aprovada para a única vaga do único hospital em que prestei. Estava escrito. No ano de 2001 iniciei meus estudos daquela que se tornaria a minha vida, e dessa forma, percorrendo caminhos tortuosos, finalmente me vi Cirurgiã Plástica. E essa sou eu, de corpo e alma, apaixonada pelo meu trabalho e buscando incessantemente crescer nele e oferecer o melhor para cada uma que entra pela porta desse consultório.
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