Abdominoplastia é um tipo de cirurgia plástica do abdome, que destina-se à remoção de excedentes de pele que podem ocorrer tanto após gestações quanto após perdas ou oscilações de peso, bem como de estrias nesta região. Apesar de não ser indicada para remoção de gordura, isso pode ser acrescentado ao procedimento para otimizar os resultados e oferecer um melhor contorno do tronco. Muitas vezes associamos à lipoescultura nas costas no intuito de oferecer um melhor contorno corporal.
Quando optar por uma abdominoplastia?
-Envelhecimento, que traz frequentemente perda de colágeno e aumento de flacidez cutânea com as mudanças hormonais.
-Gravidez, que normalmente traz flacidez de pele e diástase (afastamento) dos músculos da parede abdominal, alterações que são corrigidas na abdominoplastia.
-Oscilação de peso e após grandes perdas como por exemplo após cirurgia bariátrica, que costuma deixar um significativo excesso de pele
– Hereditariedade
Tipos de abdominoplastia
– Abdominoplastia convencional, onde podemos remover maiores excedentes de pele, e são necessárias cicatrizes mais longas e um cicatriz ao redor do umbigo, que é mantida em posição pouco visível pela realização de pontos em seu interior.
-Lipoabdominoplastia, onde associamos a retirada de gordura através de lipoaspiração do abdome
-Miniabdominoplastia, onde as incisões são menores, mas é possível corrigir a diástase dos músculos em casos onde a pele tem boa qualidade, e não existe a necessidade de remover quaisquer excedentes. Nesses casos não existe cicatriz ao redor do umbigo
– Abdominoplastia em âncora, indicada apenas após enormes excessos de pele, que são mais comuns após cirurgia bariátrica e perdas muito expressivas de peso. É um procedimento mais complexo e demorado que a abdominoplastia convencional, e demanda maior cuidado do paciente no pós cirúrgico
– Abdominoplastia circunferencial, ou também conhecida como 360º, que é uma técnica em que a cicatriz contorna todo o tronco, desde as costas até a frente. É indicada para casos de extrema flacidez em todas essas regiões, e oferece uma melhora muito expressiva do contorno corporal e até possibilita a suspensão glútea.
Pré-operatório
Antes de realizar a cirurgia, é fundamental que o paciente realize uma consulta médica onde todos os elementos do abdome são examinados, sejam pele, gordura e músculos, de forma a indicar a intervenção mais adequada a cada paciente. Além disso, são realizados exames para verificar o estado de saúde do paciente e se ele está apto para isso.
Como é feita a abdominoplastia?
Geralmente é sob anestesia geral, que é mais segura. Demora entre 2 a 4 horas, dependendo da complexidade do caso. Em geral, o médico começa a cirurgia fazendo dois cortes entre a linha dos pelos pubianos, retirando a cicatriz da cesárea se houver, e o umbigo, para que o excesso de gordura, tecidos e pele possam ser removidos.
A pele acima do umbigo é descolada até a região das costelas, de forma a expor toda a musculatura a ser tratada.
Então é efetuado o fechamento da diástase dos músculos, que chamamos de plicatura músculo aponeurótica, e a conferência dos possíveis locais que estejam sangrando.
Então são realizados pontos de adesão entre a gordura e a musculatura, eliminando o espaço descolado e ajudando a evitar que se acumulem líquidos. Desta forma, não precisamos usar drenos no pós cirúrgico.
Em seguida, começa o fechamento dos cortes por meio do uso de suturas internas em várias camadas, usando fios absorvíveis que não precisam ser retirados depois. O umbigo é reimplantado na pele através de um pequeno corte no local onde ele está na profundidade do músculo. Os curativos são feitos com cola cirúrgica ou fitas. Em geral, o paciente fica internado até o dia seguinte, mas só recebe alta quando se encontra em plenas condições clínicas, o que pode demorar mais tempo.
Pós-operatório
A recuperação da abdominoplastia demora em média 2 a 3 semanas, e requer alguns cuidados, principalmente com a postura, que precisa ser mantida com o tronco fletido nos primeiros 10 a 12 dias. É indicado o uso de uma cinta cirúrgica especial para ajudar nesse processo. Os esforços físicos leves como caminhadas podem ser retomados com 30 a 40 dias. Exercícios mais intensos como musculação só são liberados após cerca de 2 a 3 meses.
Além disso, é comum a presença de dores leves e eventualmente equimoses (manchas roxas vulgarmente conhecidas como hematomas) no abdome.
Possíveis riscos
– Seromas, que são acúmulos de líquido que eventualmente precisam ser esvaziados através de uma punção no consultório, normalmente indolor.
– Hematomas, quando existe um sangramento anormal entre a pele descolada e o músculo, que eventualmente pode ser grande e necessitar um novo procedimento cirúrgico para seu tratamento.
– Necrose no local da ferida ou eventualmente em partes maiores do abdome, que pode necessitar de um novo tratamento cirúrgico para sua remoção.
– Infecção
– Abertura dos pontos
– Assimetrias de forma
– Mudança de posição da cicatriz, o que normalmente ocorre pela qualidade da pele do paciente.
– Cicatrizes hipertróficas ou quelóides.
– Cicatrizes escuras.


